Servidores públicos e vereadores participam de formação sobre o Transtorno do Espectro Autista
Com o tema “Construindo redes de apoio ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, foi realizada no dia 12 de julho uma formação na Câmara de Vereadores de Frederico Westphalen. O objetivo foi levar conhecimento e esclarecimentos a servidores públicos, secretários, vereadores e comunidade em geral, visando promover a inclusão e aprimorar o atendimento a pessoas com TEA.
A capacitação foi conduzida pela diretora da Apae, psicopedagoga e gestora do Programa TEAcolhe CRR 15, Jussania Basso Bordin e a psicóloga do CRR 15, Gabrieli Wagner. Na oportunidade, elas destacaram como ocorreu a implementação do programa, suas estratégias e finalidades.
– O TEAcolhe é um programa que busca o fortalecimento de redes, a capacitação destas redes, a formação de pessoas para estarem atuando junto ao público com TEA. E é muito importante destacarmos que, quando nós fortalecemos redes, não apenas a pessoa com transtorno do espectro autista é beneficiada, mas todas as pessoas que precisam de qualquer apoio, que precisam de qualquer adequação, de qualquer adaptação, inclusive nós, porque nós aprendemos a olhar de um modo diferente. Inclusão se faz com uma diferenciação no olhar, com aceitação, não apenas com legislação. A legislação é extremamente importante, mas a nossa atitude pessoal é que vai definir se nós de fato somos inclusivos ou não –, destacou Jussania.
A importância da conscientização
Durante o encontro, as profissionais ressaltaram a importância de conscientizar a população sobre o TEA.
– Trabalhar com a pessoa com TEA é uma oportunidade de ser diferente, de olhar de uma forma diferente e de ver novas possibilidades, de valorizar as pequenas conquistas, de ver que mesmo que há algumas dificuldades, existem possibilidades e se todos nós nos capacitarmos, tivermos conhecimento, a gente consegue avançar. O objetivo do CRR 15 é qualificar as redes, é fazer acompanhamento junto aos municípios para que eles estejam preparados para atender a pessoa com TEA, para que em todos os espaços que essa pessoa frequente ela seja acolhida, ela seja bem recebida e a sua família também, porque a pessoa com TEA ela é uma pessoa do município, ela vai usar as redes da Saúde, da Educação, da Assistência Social, e todos esses espaços precisam estar preparados para receber esse público – enfatizou Gabrieli.
Além da apresentação do programa e seus objetivos, Jussania e Gabrieli também abordaram no encontro assuntos como o que é o TEA e seus principais diagnósticos, níveis de suporte, carteira de identificação da pessoa com autismo e sobre uma pesquisa realizada nos Estados Unidos onde uma em cada 31 crianças foram diagnosticas com TEA em 2025.
A capacitação foi uma iniciativa do Poder Legislativo de Frederico Westphalen, Prefeitura de FW, TEAcolhe e a Associação Regional de Pais e Amigos dos Autistas Miguel.